Imagens
de Periquitospor: Alberto Vale email: alberto.vale@gmail.com |
Os protagonistas destas fotos [...] são o Gadjot, o periquito cinzento/azulado [...], e a Lúcia, a periquita que tivemos de devolver à "pirikitalândia" do meu pai por se tornar muito agressiva para com o Gadjot (queria acasalar...mas o Gadjot não estava a fim...). Nunca conseguimos domesticar a Lúcia completamente; não era pássaro para se afeiçoar a humanos, só ligava ao pobre Gadjot e não era uma bichinha feliz...por tudo isto achámos melhor devolve-la ao lar original.
Sempre conheci e gostei de periquitos, pois desde que me lembro que o meu pai faz criação. Agora já não (por falta de tempo para dispensar ao processo), mas o meu pai também já foi um domesticador nato e entusiasta. Foi daqui que herdei o bichinho! Lembro-me perfeitamente de ser uma menina de 5 aninhos e andar pela casa com um periquito em cada ombro!! Nessa altura eram todos (não eram muitos) domesticados. Alguns foram mesmo ensinados a andar na rua, davam a sua voltinha e regressavam ao ombro dos meus pais. Incrível!
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Agora temos (ou melhor, têm os meus pais) uma gaiola
enorme, construída no quintal (ares do campo!) e com capacidade para bastantes
passarinhos! Está contudo, dividida em dois lados, um dos quais é a famosa Perikitalândia
(o outro é para as caturras, papagaios cinzentos e roséola), reino habitado
por imensos periquitos australianos felizes e das mais variadas cores! É uma
delícia parar em frente à gaiola e ficar a observar todos aqueles bichinhos! E
há sempre uma ou outra aventura, com finais tristes e alegres...
"Era uma vez um casalinho que se adorava e não se largava nem por nada!
Todo o dia namorando, trocando carinhos, brincando um com o outro. Um dia, o
menino adoeceu e não foi possível ajudá-lo......a menina não suportou as
saudades e encolheu-se a um canto, deixando de comer e beber...de maneira
nenhuma aceitava que os donos a alimentassem......as saudades eram muitas e a
bichinha deixou-se morrer...e provavelmente estão agora os dois juntos e
felizes no céu dos periquitos! " [...]. História rebuscada, mas
verdadeira. Foi impressionante ver a bichinha a sofrer com saudades...
Também temos histórias de periquitinhos bebés que caíam constantemente nos bebedouros; dois deles chegaram mesmo a afogar-se, mas a rápida intervenção do meu pai salvou-os. Retirou-os da água, reanimou-os e conseguiu que voltassem à vida; alimentados "a biberão" recuperaram totalmente e desde então que são dos poucos que não fogem quando entramos nos seus domínios! Histórias engraçadas de viveiros arco íris!
Nunca tinha domesticado nem tratado eu mesma um
bichinho até há dois anos atrás. Ainda não me tinha passado pela cabeça
ficar eu com um até ao dia em que, sem aviso prévio, me entrou um pela janela
da cozinha adentro, em plena cidade! Eu e o meu companheiro apressámo-nos a
fechar as janelas e aproximámo-nos do bicho...que veio para o nosso ombro num
ápice! "Olha! Está domesticado!"
Chamámos-lhe Gadjot, que significa "estrangeiro", pela forma
como nos apareceu. Numa só tarde afeiçoámo-nos ao bichinho, que era
extremamente carinhoso! Tantos beijinhos! Só queria estar connosco, era um
sarilho quando chegava a hora de voltar para a gaiola! Não queria, só queria
estar no nosso ombro aconchegado! Infelizmente, desconfio que fosse um periquito
já velhito...ao fim de uma semana adoeceu...e nada do que fizemos o ajudou a
recuperar...um dia regressámos a casa e o nosso amiguinho já não estava entre
nós... O mais triste é que uma hora antes, quando saímos de casa, ele se
recusou terminantemente a ir para a gaiola, fugindo sempre para o nosso dedo,
braço, ombro...dir-se-ia que dizia "não me deixem!" E, quando
voltámos......foi um desatino, nunca pensámos que ia doer tanto perder um
passarinho que só tivemos por uma semana...levámo-lo para o quintal dos meus
pais, onde o enterrámos debaixo de uma roseira.
Dias depois o meu pai ofereceu-nos um dos seus protegidos, cinzentinho/azul como o outro. Ao princípio resisti à ideia, como pode imaginar, pois ainda me doíam as saudades do outro. Mas o desejo de voltar a ter um amiguinho destes foi maior! E foi assim que o Gadjot II entrou nas nossas vidas! E ainda cá está, dois anos volvidos! É o alegre bichinho palrador [...].
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De início foi complicado, era preciso domesticá-lo, fazê-lo ganhar confiança em nós. Santa paciência que eu e o meu companheiro tivemos de invocar! Já era um adolescente muito rebelde, com a cera azul já definida, o que dificultou o processo. Ai que valentes bicadas que o maroto nos deu!! [...] Mas com o tempo, conquistámo-lo e hoje é um amiguinho carinhoso, confiante, engraçado e muito dono do seu bico. Adora saltitar de cabeça em cabeça, de ombro em ombro, de dedo em dedo, é extremamente curioso, adora espelhos, colheres, facas, garfos, canetas, revistas coloridas, papel! E adora roubar-nos comida!! É um desatino quando tento cozinhar com aquele maganito a tentar roubar-me migalhas de tudo! uma vez fugiu com um pedacinho de frango! E é vê-lo a resmungar quando lhe dizemos "Ai, ai! Feio!" Sabe perfeitamente que está a fazer asneiras!! [...] Adora que falem com ele, certa vez adormeceu mesmo com a cantiga de embalar do Zeca Afonso! E acho que gosta muito do "Mi Tierra" da Gloria Stefan! Já tivemos por aqui umas sessões de dança a la Gadjot! [...] Só não gosta de uma coisa: que lhe toquem. Não gosta de festas com o dedo (houve uma altura que lhe fazíamos festas com o nariz, mas ao fim de um tempo desinteressou-se), nem que o agarrem; mas adora que lhe sopremos suavemente as penas. Qd está bem disposto faz-nos imensas festas, dando-nos beijinhos na cara e especialmente nas orelhas! E costuma palrar-nos ao ouvido. Adora trepar para os óculos do meu companheiro e é vê-lo atrás das canetas e folhas de papel quando estamos a estudar com ele ao pé!
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Quanto ao banho, é muito fino: só na nossa banheira! De quando a quando colocamos um pouquinho de água na dita cuja e lá vai ele chapinhar todo feliz, dando um e outro mergulho! É um bicho muito saudável, tirando o pormenor de ter partido uma patinha ao fazer cabriolas nos baloiços. A patinha nunca voltou ao normal, mas ele desenrasca-se muito bem! Também acho que é algo pequeno, costumo incitá-lo a voar. Mas não importa, é feliz apesar de tudo e desenvolveu uma inteligência diferente, vindo ter connosco quando o chamamos (desde que lhe apeteça [...]), reagindo aos ralhetes com resmungos, e combinando as palavras que aprendeu de formas e em ocasiões mesmo a calhar! Quando quer chamar a nossa atenção, lá começa: "gadjô boniiiiiiito, boniiiiiiito, boniiiiiiito!" [...] Ou quando o apresentámos ao Flokito, saiu-se com "Olá! Gadjô!". Incrível. [Agradeço imenso o e-mail da Ana
Pereira,
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