Ja nao ha mais o vagar de quando se comia sentado e devagar se caminhava ate chegar a qualquer lado agora vai toda a gente sempre de mao na buzina sempre na linha da frente a tremer de adrenalina Do meu vagar nao traco rotas nao tenho trilho que me prenda nao tiro dados nem notas nao encho uma linha de agenda do meu vagar nao chego a Meca nao faco nada num so dia nao corto a fita da meta nao vejo Roma nem Pavia Do meu vagar sei que nunca hei-de ir longe vou aonde for preciso vou indo do meu vagar em busca do tempo perdido e se um dia o encontrar o longe nao faz sentido Do meu vagar ha um nicho um pico de ilha insubmersa onde ha lugar para o capricho que da pelo nome de conversa do meu vagar a paisagem ainda tem beleza em bruto e vale mais uma palavra que mil imagens por minuto Do meu vagar sei que nunca hei-de ir longe vou aonde for preciso vou indo do meu vagar em busca do tempo perdido e se um dia o encontrar o longe nao faz sentido Carlos Te